sábado, 29 de agosto de 2015

Na Sala de Espera!

SALA DE ESPERA
Presente, passado e futuro uniram-se.
Não posso viver o presente
o que quero é algo que aguardo.
Sentado neste sofá folheando revistas
marquei, agendei...
como uma condenação,
tipo o chapeleiro maluco e o coelho em Alice.
Mas não é uma espera
igual à dos prisioneiros
que contam os dias
em seus cativeiros
ou igual à dos infelizes
esperando criptamente
a morte?
Esta sala não tem pista de tempo.
Embora possa aguardar
minutos, horas...
sou invisível.
Os funcionários,
cegos
não me veem.
A possibilidade desta espera
ser um aprisionamento
apavora-me!
Já não tenho o tempo
perdi o corpo
ao ganhar invisibilidade.
Tantas portas em silêncio...estão fechadas?
A espera é algo em si
E como a morte, me vem a verdade
Não saiu porque não tenho para onde ir.

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