Vereador é suspeito de fornecer explosivos a ladrões de banco
Grupo agiu em Siriri, Propriá, Arauá, Pacatuba,
Capela e Japaratuba.
Vereador de Poço Verde comprava explosivos na Bahia, segundo delegado.
Vereador de Poço Verde comprava explosivos na Bahia, segundo delegado.
Presos componentes de quadrilha de
roubo a bancos em Sergipe (Foto: Tássio Andrade/G1)
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP)
divulgou na manhã desta segunda-feliz.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP)
divulgou na manhã desta segunda-feira (27) detalhes da operação que resultou na
identificação e prisão de suspeitos de ataques a agências bancárias de Sergipe.
Segundo o delegado Jonathas Evangelista, diretor do Centro de Operações
Policiais Especiais (Cope), um vereador do município de Poço Verde é procurado
por fornecer explosivos aos criminosos.
“Recebemos informações dos próprios presos de que os
explosivos adquiridos pela quadrilha teriam sido vendidos pelo vereador de Poço
Verde. Aprofundando as investigações conseguimos identificar ele como
fornecedor das dinamites. Ele comprava na Bahia e estava fazendo a revenda
desses itens aqui em Sergipe”, explica o delegado.
O vereador está sendo procurado pela polícia sergipana e
deve se apresentar para prestar esclarecimentos a qualquer momento. De acordo
com Evangelista, o parlamentar já foi conduzido à polícia anteriormente por ter
sido encontrado com um veículo clonado, ele tem um processo por isso em andamento.
O grupo criminoso utilizava armas de fogo e explosivos
para ataques a instituições bancárias de vários municípios. Eles agiam durante
a madrugada, quebravam as portas de vidro com alavanca, danificavam a carenagem
de caixas eletrônicos, inseriam os explosivos e aguardavam a detonação.
“Em algumas ações eles não conseguiram concluir o crime,
talvez por não saberem manusear bem as dinamites. Em outras, houve pequenas
explosões que não foram suficientes para abrir o equipamento eletrônico”,
revela o delegado.
Cidades atingidas
Segundo Evangelista, a quadrilha começou a ser identificada desde a primeira explosão deste ano, que aconteceu no mês de março em Siriri, que teve sequência com o ataque a caixas eletrônicos em Propriá.
“Em maio, após as explosões em Arauá e Pacatuba,
conseguimos realizar outras prisões que nos ajudaram a coletar provas e mais
informações para a identificação dos demais integrantes do grupo. Prendemos
mais três suspeitos e, a partir de então, identificamos a participação de
outras pessoas”, revela o delegado.
O Grupamento Especial Tático de Motos (Getam)
contribuiou com a prisão de mais três suspeitos na quinta-feira (23). Com eles,
a polícia encontrou bananas de dinamite, capuzes, luvas e uma arma de fogo.
Segundo o delegado, esses presos já confessaram participação nas explosões de
Capela e Japaratuba.
“A tentativa de assalto a uma agência do Bradesco do
Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro, está sendo investigada no Cope.
Não há relação da quadrilha desarticulada e já presa neste caso do dia 6 de
julho”, finaliza.


12:10
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