sexta-feira, 15 de junho de 2012

TDV Também é Cobrança!

JNV Ano 1   JAPARATUBA  (SE)         Pág. 634



                                 JAPARATUBA:
                     Um Município Abandonado


     Um povo sem chão, pão, casa, educação, "Médico aqui, só de vez em quando", diz alguém. A água tão vital ao desenvilvimento do homem também não chega, Alguns têm o privilégio" (para não dizer o contrário) de ter uma minguada torneirinha na frente de casa. "Quem quiser ter água em casa tem que encher baldes e mais baldes somente  pela manhã porque quando é a tarde a água não vem para as torneiras", diz aflita outra moradora. Banheiro?! Para a maioria da população tem sido um artigo de luxo. Este humildade retrato, localizado a 54 Km da capital sergipana.

    Não é difícil encontrar moradores que estejam insatisfeitos com o clima de abandono em que vivem. A dor do sofrimento está estampada nos rostos de cada popular. Em todos os povoados  ouvimos manisfestos ardentes dos populares, onde cada um deixa transparecer o sentimento de tristeza perante tantas dificuldades.


     Só para se ter uma idéia da gravidade do problema, no dia em que visitamos os povoados para ouvir populares encontramos todos os postos de saúde fechados. Com muita dificuldade encontramos as pessoas que tomam conta dos postos em casa, aguardando algum socorro para solicitar ambulância a sede. Por que os postos de saúde de Japaratuba não tem médicos, enfermeiros, agentes de saúde e dentistas? "Fomos informados de que estão sendo aguardados a contratação de profissionais que foram aprovados em concurso (municipal) público realizado no final do ano passado e até agora ninguém foi chamado", informa uma das auxiliares de enfermagem que preferiu não se identificar temendo ser demitida pela prefeitura de Japaratuba. Aliás, demitir porque o funcionário municipal tem reivindicado uma digna qualidade de vida tem sido uma prática comum da atual administração.

     Neste mesmo dia, os alunos de todas as escolas dos povoados ficaram sem aula. A diretora que também é a única professora que ensina para diferentes séries precisou viajar para a sede, deixando a escola fechada. Por que não colocar professores substitutos para não prejudicar as crianças? É preciso entender que é dever do poder público municipal assistir integralmente seu povo e oferecer educação, saúde e atendimento médico de qualidade. E que ninguém merece ser tratado com desprezo. Todos temos direitos iguais.

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