quarta-feira, 20 de junho de 2012

Primeira Página:Parada Improvisada

JNV ANO ll Nº 6            JAPARATUBA  (SE)

                              EM QUALQUER LUGAR
            Sem Termimais, População Improvisa Pontos de Parada

      * Imagine aguardar horas por um ônibus, na beira de uma estrada e sob sol escaldante do meio-dia. Essa combinação nada convidadtiva expõe motoristas e passageiros que vivem no interior a diversas situações desagradáveis, capazes de alongar ainda as distâncias.
      Para a dona de casa Edite dos santos, as visitas às amigas sergipanas são dificultadas pela longa e desconfortável espera por transporte. Natuural de Coronel João Sá, na Bahia, Edite estava às margens da BR-235, no trecho que corta o Município de Frei Paulo, no Agreste Central do estado.
     Ela estava esperando pelo ônibus que a levaria de volta para a terra natal. "Claro que uma rodoviária faz falta. A gente sempre enfrenta muito sol ou muita chuiva. É ruim", afirma.
     A, aproximadamente 20 quilômetros dali, em Pinhão, as reclamações são muito parecidas. "A gente sente falta de um local para sentar, um lugar mais confortável que tenha, pelo menos, onde a gente beber água, por exemplo. Isso é um direito da população", declara a técnica em enfermagem Alesiane da Costa.
     Para os pinhãoense que desejam ir para Simão Dias, no Centro-Sul, a espera é ainda pior: "Há vezes em que a gente espera até três horas pelo carro, no meio do relento. Quando chove, a gente tem que correr para a casa de outras pessoas para se abrigar", revela o agricultor Antônio Alves da Cruz.
     Em malhador, não é diferente. Com 15 anos de experiência como motorista de ônibus, José da Paixão Cunha sabe como é difícil não ter uma base fixa de trabalho. "Uma rodoviária, aqui, iria ser benéfico demais para a população. Nossas condições de trabalho são precárias, o carro fica no sol e nós não temos sequer um banheiro à nossa disposição", salienta.
     Já em Moita Bonita, o vanteiro virou ponto de espera para quem precisa viajar. "Isso é um problema que atinge a maioria das cidades do Interior. Eu viajo bastante a trabalho e vejo. E, para ser sincero, parece que nenhum prefeito se preocupa com isso", acredita Jonatha Rafael da Silva, agente de Pesquisa e mapeamento.

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