sexta-feira, 2 de março de 2012

PR-Promessas em Nossas Mãos!!

JNV ANO 1 Nº 1  JAPARATUBA  SERGIPE    Pág. 281




            MORADORES DE JAPARATUBA REIVINDICAM MORADIAS


     O Município de Japaratuba, distante 54 km da capital, com população estimada em 16.901 hab., segundo censo de 2010, sofre com a falta de moradias. Os últimos conjuntos habitacionais construídos pelo poder público, foram erguidos no período de 93 a 96, ainda no século 20, durante a administração do engenheiro Hélio Sobral Leite, ex prefeito do município. Além da construção de casas nos diversos povoados, loteou terrenos e construiu dois conjuntos habitacionais, o Albano Franco (Babilônia) e o Min. Armando Rollemberg.

     Dessa data, até os dias atuais, quinze* anos se passaram e muito pouco foi feito pela habitação, para as camadas de baixa renda. Apenas dois conjuntos foram construídos com recursos da Caixa Econômica Federal. O mais recente é o residencial Arthur Bispo do Rosário, liderado por verdadeiros heróis, Avelange e Mica, que arregaçaram as mangas e com os associados conseguiram a liberação dos recursos. Ainda assim, cada associado teve que desembolsar maisa R$ 2.000(Dois mil reais) para aquisição do terreno.

   
     Registra-se também a construção de 100 casas no pov. São José, pela Associação "Um Lugar ao Sol", fundada pela profª Conceição Vieira, atual Deputada Estadual. No povoado Patioba, comunidade quilombola, 50 famílias sofrem com o descaso das autoridades, enquanto aguardam pacientemente a construção de moradias, em um terreno adquirido na gestão do ex-prefeito Gerard Olivier, mas conhecido como Pe. Geraldo(PT). Os recursos são da Caixa Econômica Federal. Nesse último, a demora acontece por conta das disputa política, que só prejudica as famílias cadastradas.

     Na campanha eleitoral de 2008, para chegar a prefeitura do município, a atual gestora, Lara Moura(PR), prometeu erradicar as casas de taipa, ainda existentes na Zona rural e construir conjuntos habitacionais, para atender o alto índice de famílias sem-teto. Mesmo com repasse de milhões, em royalties, pagos religiosamente pela Petrobras, a pomessa ainda não foi cumprida.


     "Não entendo porque nos municípios que tem dinheiro da Petrobrás, os prefeitos constroem casas para o povo pobre. Só aqui é essa miséria toda. Vejo casas em Carmópolis, Capela, Rosário, Siriri e em minha terra é essa tristeza. Tenho duas filhas casadas e cinco netos que moram comigo, e um filho casado que paga aluguel, é um sofrimento só", lamentou Maria Alves da rocha, moradora da zona rural, nome ficitício, pois, pelo desabafo, tem receio perder a cesta básica que ganha no programa "Ombro Amigo", executado pela prefeitura municipal.

     Na próxima edição, esse tema será novamente abordado, com todo espaço disponibilizado para o Governo Municipal informar o que está sendo feito no setor habitacional, onde traremos também um diálogo completo sobre essa problemática, na cidade e na zona rural. Vale conferir.

     Matéria feita pelo radialista Márcio  Campos.
Re-editada com total autorização para esse Canal de Informação.


     OBS: Na verdade não são apenas 15 anos que o município não tem nenhuma ação concreta e muito menos abstrata e uma pequena expectativa de ter esse sonho ser realizado através do poder público municipal e sim 18 anos. É só usar a pequena e conhecida máquina Calculadora, pois de 95 para 2011= 16. E, olhe que só estou levando em conta  o ano de 1995, e sem contar que estamos em pleno ício de 2012.

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